Devido à rotina corrida da vida atual, muitos decidem estudar inglês por conta própria. Será que esse método de aprendizagem funciona? Convidamos o professor de português Gilvan Valadão, que estudou inglês sozinho, para contar como foi essa experiência desafiadora.

Além disso, nosso convidado dará algumas dicas para os interessados em falar inglês, mas que não querem ou não podem pagar um curso. Acompanhe nosso post!

1.Que dificuldade enfrentou ao começar a estudar inglês sozinho?

Acho que as dificuldades são basicamente três. Primeiro, manter a motivação para concentrar-se nos estudos, não somente no tempo que separo para estudar o idioma por dia ou por semana, mas durante todo o longo processo de aprendizagem – que não é curto.

Sempre estudei sozinho, com ajuda de sites e vídeos, e isso torna ainda mais difícil para me manter motivado, embora eu goste bastante do idioma.

Segundo, a grande quantidade de opções de materiais e métodos de estudo na internet e até mesmo em cursos me deixava um pouco confuso. Via que algumas pessoas estudavam muitos anos em cursos sem conseguir ficar fluente no inglês, e isso me levava a questionar os métodos de estudo.

Por outro lado, existem muitos materiais, e concentrar-se numa só linha de estudo pode ser bem difícil.

Por último, é difícil conseguir tempo. Conciliar o estudo com o trabalho e tantas outras atividades é bem complicado, em especial porque o inglês nunca foi pra mim uma real necessidade.

2.Você notou alguma semelhança com a língua portuguesa?

Todos os idiomas têm estruturas bem similares; na realidade, é uma estrutura universal. O português e o inglês apresentam muitas palavras parecidas, ou porque também se originam do latim, ou porque as pegamos emprestado.

Algumas formas frasais também são idênticas, como a forma sujeito + verbo + objeto, o que facilita na maioria das vezes – e complica em outras.

Mas talvez essas semelhanças sejam a maior dificuldade, pois acabamos tomando o nosso idioma como referência e acaba gerando a maior confusão em algumas estruturas que simplesmente não existem no português.

3.Que parte da gramática achou mais desafiadora?

É difícil escolher só uma. Por isso, vou destacar duas: os verbos modais (can, may, might,…) e o temido Present Perfect tense.

4.Que método de aprendizagem acha mais eficiente para quem estuda inglês sozinho?

Eu foco sempre em treinar meu ouvido, pois acredito que quando temos um ouvido apurado para entender uma língua estrangeira, o falar acaba vindo naturalmente.

Estudo a gramática apenas quando é necessário entender alguma estrutura, mas não me prendo a ela.

Por isso, gosto de ver seriados e filmes em inglês (com legenda). Depois que já me acostumei com aquele episódio, vejo sem a legenda.

5.Que dicionário indicaria para um estudante de inglês?

Sem dúvidas o Cambridge. Online e gratuito. No meu blog Dialoguia eu recomendei outros que também são muito bons. Vale a pena conferir!

6.A internet ajudou você a aprender o idioma?

Sim. Gosto de alguns sites que oferecem alguns exercícios de listening baseados em um tema específico. Isso me ajuda a treinar o ouvido ao mesmo tempo que amplio o meu vocabulário.

Um desses é o Raldall’s ESL, que é bem interessante. Também fiz todas as lições do Inglês Curso. Baixava os aúdios em mp3 e ficava escutando várias vezes. E o melhor: todos gratuitos.

Além desses, não podemos esquecer-nos do YouTube. Tem muito youtubers dispostos a ensinar inglês porque gostam disso, e eles são bem motivadores. Gosto muito da Cyntia Sabino, que começou o canal contando sobre a experiência dela de intercâmbio nos EUA.

E um nativo americano que acho legal é o Gavin Roy, que veio ao Brasil e fala fluentemente o português. Ele tem um canal chamado SmallAdvantages, com dicas de inglês – sendo de um nativo, isso é muito valioso.

7.Em sua opinião, qual idioma é o mais complexo – português ou inglês?

É difícil dizer, pois cada idioma tem suas dificuldades e características próprias que os tornam diferentes. Mas vejo a língua portuguesa como sendo mais difícil.

E não só por causa das conjugações verbais e todas as regências que esquentam a cabeça de muitos (em que uma leve alteração pode mudar todo o sentido).

A nossa língua tem um vocabulário muito rico, com estruturas cheias de nuances. Não que a língua inglesa não tenha riquezas, pois tem. Mas ela apresenta formas mais simples práticas e diretas.

Parabéns pelo seu blog. É muito ver pessoas difundindo conhecimento e ajudando outros a alcançar seus objetivos, como o de aprender uma língua estrangeira. Muito sucesso pra você! Fui!

O blog estudar e valorizar que agradece essa excelente contribuição do professor Gilvan Valadão!

E você? Gostaria de compartilhar sua experiência no estudo do idioma inglês? Têm alguma pergunta que gostaria de fazer ao professor Gilvan? Deixe seu comentário!

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